Na maioria dos casos, sim, desde que três coisas sejam verdade: a renda da família está entre R$ 9.600,01 a R$ 13.000,00, o imóvel custa até R$ 600.000 e você tem a entrada. A taxa é de 10,00% ao ano, menor que a do financiamento comum dos bancos. Abaixo, as contas que mostram quando ela compensa e quando não.
Esta página é para quem já sabe que está na Faixa 4 e quer decidir. Se você ainda não sabe a sua faixa, comece por financiamento para quem ganha de R$ 5 mil a R$ 13 mil ou pelo guia da Faixa 4.
O número divulgado, 10,00%, é a taxa nominal: o banco divide por 12 e cobra cerca de 0,83% por mês. Como os juros de cada mês passam a contar para o mês seguinte, o custo somado no ano fica em cerca de 10,47%, a taxa efetiva. Ao comparar com outro banco, compare nominal com nominal ou efetiva com efetiva. Melhor ainda: compare o custo total do contrato, que inclui seguros e tarifas.
A Caixa pede no mínimo 20% de entrada na Faixa 4. Então, para um imóvel de R$ 500.000, a família entra com R$ 100.000 e financia R$ 400.000 em 35 anos, com parcela fixa (tabela PRICE):
Um ponto a mais de juros custa cerca de R$ 309 por mês, ou mais de R$ 129.000 em 35 anos. Para a parcela de R$ 3.439 caber em 30% da renda, a família precisa ganhar perto de R$ 12.000. Os valores não incluem seguros e tarifas. Confira a renda exata para cada preço em quanto ganhar para um imóvel de R$ 500 mil.
E se o prazo for curto? Em 15 anos, a mesma dívida tem parcela de cerca de R$ 4.298 na Faixa 4 e de R$ 4.546 com 11,00%. A diferença por mês é menor (R$ 248), porque os juros correm por menos tempo. Por isso, em prazos curtos, uma boa proposta do banco comum pode chegar perto.
Para ver o efeito da parcela que começa maior e vai caindo, leia o que é a tabela SAC. Para usar o fundo de garantia, veja como usar o FGTS na entrada.
A taxa anunciada é de 10,00% ao ano. Esse número é a taxa nominal: o banco divide por 12 e cobra a cada mês. Como os juros de um mês entram na conta do mês seguinte, o custo somado no ano fica em cerca de 10,47% (a taxa efetiva). Seguros e tarifas vêm à parte.
Não. Na Faixa 4 a taxa é a mesma para todos. O FGTS ajuda de outro jeito: pode ser usado na entrada ou para pagar parte das parcelas, segundo a Caixa. Quem ganha até R$ 9.600 e tem FGTS paga 7,66% na Faixa 3.
A Caixa pede pelo menos 20% do valor do imóvel. Para imóvel usado nas regiões Sul e Sudeste, o Ministério das Cidades informa que o banco financia no máximo 60%, então a entrada sobe para 40%.
Não. O limite é R$ 600.000 em todo o país. Acima disso, só pelo financiamento comum do banco, com taxa de mercado.
Não. O desconto no preço (subsídio) é só para quem ganha até R$ 5.000. Na Faixa 4 o ganho é a taxa menor que a do banco comum.
Fontes: Caixa (caixa.gov.br, página "Minha Casa, Minha Vida – Classe Média") e Ministério das Cidades (gov.br/cidades, páginas "Classe Média" e "Linha Financiada"). O valor final é definido pelo banco na contratação. Este site é independente e não é da Caixa nem do governo.
Simule com a sua renda e veja a parcela e o valor máximo do imóvel nas tabelas SAC e PRICE.
Simulador financeiro de crédito imobiliário calibrado com a Portaria nº 333.
Informe a cidade para usar o teto e a taxa oficiais do seu município.
Taxa e subsídio estimados — o valor real é definido pela Caixa conforme análise de crédito e localização.
Esta conta considera imóvel novo. Se o imóvel for usado e ficar no Sul ou no Sudeste, o banco financia no máximo 60% do valor, e a entrada precisa ser maior.
Comportamento das parcelas e partição dos custos totais de financiamento.
* Esta é uma ferramenta de simulação independente e informativa baseada em parâmetros gerais de mercado. Não possuímos vínculo comercial ou institucional com a Caixa Econômica Federal ou com o Ministério das Cidades.
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