Para financiar um imóvel de R$ 300.000,00, a renda mínima estimada é de R$ 7.828,10, com parcela inicial de R$ 2.348,43 (tabela SAC), entrada mínima de R$ 45.000,00 e enquadramento na Faixa 3 (MCMV).
Considerando um imóvel de R$ 300.000,00, com entrada estimada de R$ 60.000,00 e prazo máximo de 420 meses (35 anos), o enquadramento estimado no programa habitacional é na Faixa 3 (MCMV), com taxa de juros de 8,16% ao ano. Os números calculados pelo nosso motor no cálculo inverso (valor do imóvel para renda necessária) são:
Valores estimados; renda, taxa e subsídio reais definidos pela Caixa conforme análise de crédito.
R$ 300 mil é o degrau mais caro de todo o site, e não pelo preço. Ao passar deste patamar, a renda exigida cresce de forma desproporcional ao aumento do valor do imóvel, porque o financiamento sai da faixa com subsídio e entra em uma categoria de juros bem mais altos.
Na prática, a família que buscava um imóvel um pouco mais barato e resolve subir para R$ 300 mil descobre que precisa de bem mais renda do que a diferença de preço sugere. É o ponto da tabela onde o custo do crédito, e não o preço do metro quadrado, decide o que cabe no orçamento.
Atenção: a renda exigida sobe bem mais que o preço do imóvel nesta transição, porque muda o enquadramento do financiamento.
| Indicador | Cenário anterior | Este cenário |
|---|---|---|
| Enquadramento | Faixa 2 (MCMV) | Faixa 3 (MCMV) |
| Renda mínima necessária | R$ 4.734,77 | R$ 7.828,10 |
| Taxa de juros ao ano | 5,00% | 8,16% |
| Entrada mínima | R$ 23.000,00 | R$ 45.000,00 |
| Primeira parcela (SAC) | R$ 1.420,43 | R$ 2.348,43 |
Imposto de transmissão, escritura e registro em cartório não entram no financiamento e precisam ser pagos à vista. Para um imóvel de R$ 300.000,00, reserve algo entre R$ 9.000,00 e R$ 15.000,00 para esses custos, somados à entrada de R$ 45.000,00. As alíquotas variam por município e o cartório cobra por tabela estadual, então trate esta faixa como estimativa de planejamento e confirme os valores na sua cidade.
Um imóvel um pouco mais barato, dentro do enquadramento anterior, costuma resultar em parcela menor e custo total muito menor, mesmo perdendo alguns metros quadrados. Vale simular os dois cenários com o mesmo prazo e comparar o total pago no fim do contrato, não só a parcela.
Aumentar o valor do imóvel em uma fração modesta pode exigir uma renda muito maior, porque a mudança de enquadramento eleva a taxa de juros e elimina o subsídio ao mesmo tempo. Compare a renda necessária deste patamar com a do imediatamente inferior antes de decidir.
Porque o financiamento muda de enquadramento: a taxa de juros aumenta e o subsídio deixa de existir. Cada real de parcela passa a comprar menos imóvel, então é preciso mais renda para o mesmo tamanho de dívida.
Neste patamar, sim, e com efeito grande. Como os juros são mais altos, cada real de entrada economiza mais juros ao longo do contrato do que economizaria em uma faixa subsidiada.
Nas faixas de renda compatíveis com este valor, o desconto direto do programa não se aplica. O benefício restante é a taxa de juros, ainda menor que a do mercado tradicional.