Com renda mensal de R$ 6.000,00, você se enquadra na Faixa 3 (MCMV) do Minha Casa Minha Vida e pode financiar um imóvel de até R$ 219.349,73, com parcela inicial de R$ 1.800,00 na tabela SAC e subsídio estimado de R$ 0,00. A taxa de juros aplicada é de 8,16% ao ano.
Para famílias com renda mensal bruta de R$ 6.000,00, o enquadramento estimado no programa habitacional é na Faixa 3 (MCMV). Considerando uma entrada média de R$ 36.000,00 e o prazo máximo de 420 meses (35 anos), os números de financiamento Caixa calculados pelo nosso motor são:
Valores estimados; taxa e subsídio reais definidos pela Caixa conforme análise.
Esta é a renda mais ingrata da tabela, e os números do simulador mostram isso de forma direta: quem ganha R$ 6.000 costuma alcançar um imóvel menor do que quem ganha R$ 5.000. Não é erro de cálculo. Ao subir de faixa, a família perde o subsídio e a taxa de juros dá um salto, e o efeito somado dos dois supera o ganho de renda.
É a armadilha silenciosa do programa habitacional. Quem sai de R$ 5.000 e chega aqui precisa entender que o poder de compra do imóvel não anda junto com o salário: ele dá um passo atrás e só recupera o patamar anterior bem mais adiante. Planejar a compra sabendo disso evita a sensação de que o mercado ficou inacessível de um mês para o outro.
Atenção: nesta transição, ganhar mais reduz o valor do imóvel alcançável. A troca de faixa custa o subsídio e eleva a taxa de juros.
| Indicador | Cenário anterior | Este cenário |
|---|---|---|
| Enquadramento | Faixa 2 (MCMV) | Faixa 3 (MCMV) |
| Taxa de juros ao ano | 5,00% | 8,16% |
| Subsídio estimado | R$ 2.000,00 | R$ 0,00 |
| Imóvel máximo (SAC) | R$ 241.290,54 | R$ 219.349,73 |
| Primeira parcela (SAC) | R$ 1.500,00 | R$ 1.800,00 |
Como o crédito piorou, o único caminho para manter o mesmo imóvel é aumentar os recursos próprios: FGTS, poupança e, quando existe, a venda de um bem. É também a faixa em que vale mais a pena olhar imóveis usados, porque o desconto de negociação passa a valer mais do que qualquer benefício do programa.
A reação mais comum nesta renda é refazer a simulação várias vezes achando que há um problema. Não há: a queda no valor alcançável ao cruzar a fronteira da faixa é real e conhecida. Entendê-la é o que permite negociar prazo, entrada e imóvel com expectativa correta.
O simulador abaixo foi pré-carregado com os parâmetros deste cenário. Você pode ajustar a entrada, o prazo ou a localidade para recalcular em tempo real.
Simulador financeiro de crédito imobiliário calibrado com a Portaria nº 333.
Informe a cidade para usar o teto e a taxa oficiais do seu município.
Taxa e subsídio estimados — o valor real é definido pela Caixa conforme análise de crédito e localização.
Comportamento das parcelas e partição dos custos totais de financiamento.
* Esta é uma ferramenta de simulação independente e informativa baseada em parâmetros gerais de mercado. Não possuímos vínculo comercial ou institucional com a Caixa Econômica Federal ou com o Ministério das Cidades.
Desenvolvido em conformidade com a LGPD. Todos os dados transmitidos são criptografados de ponta a ponta.
Porque ao mudar de faixa você perde o subsídio e passa a pagar uma taxa de juros bem mais alta. A parcela que você pode pagar aumenta, mas cada real de parcela compra menos imóvel, e o segundo efeito é maior que o primeiro.
O enquadramento segue a renda comprovada da família na contratação, sem escolha. O que existe é planejamento de data: quem está prestes a mudar de faixa e já decidiu comprar costuma antecipar o processo.
Vale, e passa a ser mais importante do que antes. Sem subsídio, o FGTS vira a principal fonte de recurso próprio, tanto para a entrada quanto para amortizar a dívida a cada dois anos.